Professor Edmundo - História

 

"A prova é interessante, pois compatibiliza saberes tradicionais dos conteúdos trabalhados nas aulas expositivas com novas temáticas também discutidas no decorrer do ano, nas salas de aula, exigindo de professores e alunos o domínio de novas linhas do conhecimento, como identidade étnica e cultural, noções de cartografia, patrimônio imaterial, a formação de blocos econômicos, questões relativas ao meio ambiente e as novas formas de relações sócio-econômicas. Essas abordagens, que não são novidades nas provas do ENEM, exigem de professores e alunos um nivél crescente de informação, leitura, interpretação, uma formação multi-cultural, capacidade de associação e críticas fundamentadas. Enfim, impõem-se uma nova realidade, o domínio de novas habilidades e conhecimentos."

 

Professor José Mário - Matemática

 

"Ao analisarmos exemplos de questões no novo perfil de avaliação do Enem 2009, constatamos estarem em consonância com o planejado de se apresentarem itens contextualizados e voltados para a realidade do aluno. Segundo o presidente do Inep, Reynaldo Fernandes, “a grande diferença entre as questões anteriores e as da nova prova será o grau de dificuldade”. O que podemos observar no caso da matemática e suas tecnologias, é a necessidade do aluno possuir conhecimento técnico dos itens estudados, ou seja, conceitos que antes não eram cobrados.
As questões do referido simulado apresentam grau de dificuldade considerado médio, demonstrando que o aluno orientado a estudar buscando a compreensão e interpretação aliadas às aplicações de conceitos objetivos, com certeza não terá dificuldades no Enem."

 

Professora Paula Costa - Redação e Literatura

 

"Atualmente, tudo o que se refere ao novo Enem, se torna manchete. Diretores, coordenadores, professores, alunos e pais se posicionam e defendem o seu ponto de vista com os argumentos que julgam mais adequados. Mas vale lembrar que mais importante do que a defesa de um ponto de vista acerca dessa proposta é o objetivo do Ministério da Educação: incentivar mudanças na estrutura do ensino médio e também reduzir os custos dos estudantes, especialmente os da rede pública, com as taxas de diversos vestibulares. Além disso, o de reafirmar o desejo de um ensino mais contextualizado e interdisciplinar.
Por isso, o Ministério da Educação, por meio do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais  Anísio Teixeira (Inep), apresentou exemplos de questões que atendem a algumas das habilidades da nova Matriz de Referência do Enem 2009, além dos gabaritos e da descrição da habilidade de cada questão. No total, 40 questões-modelo, dez para cada uma das quatro áreas avaliadas (ciências da natureza, ciências humanas, linguagens e matemática).
Cabe ressaltar que o objetivo do simulado é aproximar os estudantes da nova estrutura do Enem e funciona como uma versão reduzida da prova, já que a prova de verdade terá 180 questões, 45 de cada área, mais a prova de redação. Além disso, aponta, de forma concreta, como as habilidades serão aferidas e o que, consequentemente, deverá ser mudado, em cada área, em relação ao trabalho realizado pelos professores no Ensino Médio.
Em relação às questões de linguagens, código e suas tecnologias, os textos usados foram diversificados, como poemas, tiras em quadrinhos e textos informativos. Comparadas às questões dos anos anteriores, nada mudou. Continuou-se a propor questões que avaliam a capacidade do aluno em reconhecer no texto as estratégias argumentativas empregadas para o convencimento do público. Ou ainda questões que avaliem a proficiência do aluno em identificar, em textos de diferentes gêneros, as marcas linguísticas que particularizam  as variedades linguísticas sociais, regionais e de registro. Ou seja, habilidades que todo adulto, em uma sociedade letrada, deveria saber para conseguir entender o que está escrito no jornal e/ou tomar as decisões pragmáticas no seu dia a dia.
Na verdade, o que mudou foi o fato de o resultado do ENEM ser o passaporte dos candidatos (cerca de 4,5 milhões de estudantes) de 48 das 55 universidades federais brasileiras. Por isso, todas as discussões e opiniões tão distintas em relação ao exame. No entanto,  o que se pretende mudar, a longo prazo, é o modo como os  conhecimentos/habilidades necessários para enfrentar os desafios diários da vida adulta têm sido apresentados em sala de aula. Assim, mais que um simulado, o Inep, a partir das questões dadas, pretende provocar uma mudança no foco do ensino médio brasileiro.
E, para isso, é imprescindível que todos os envolvidos tenham a consciência de que viver em uma sociedade letrada presume saber ler. E ensinar a ler com compreensão não implica em impor uma leitura única, a do professor, por exemplo, como a leitura do texto, como largamente tem sido difundido nas escolas brasileiras.
Ensinar a ler, como destaca Angela Kleiman, é apontar ao aluno qual é o objetivo da leitura, além de mostrar que por trás de todo texto há um ato e uma intenção. Além disso, ler não deve ser compromisso somente dos professores de língua portuguesa, já que não se lêem os mesmos textos  em todas as disciplinas. Mas se levar em conta a formação precária do professor na área de leitura, o que fazer?
Essa é uma resposta que nós, professores, deveremos buscar, já que o novo ENEM deixa claro que sem saber ler, não há como relacionar, identificar, comparar, argumentar. E mais do que isso: não há como exercer o papel de cidadão com dignidade."

 

Professor Janderson - Geografia

 

"Apesar de impossibilitar uma análise profunda dos moldes do novo ENEM, este simulado já da uma idéia do que será o novo parâmetro avaliativo, proposto pelo governo federal, do ensino médio. O caderno de Ciências humanas e suas tecnologias, aborda questões de geografia que possuem um enunciado extenso, que cobra do aluno uma leitura analítica e principalmente, a capacidade de conexão entre temas afins como política, economia etc.
Portanto, vale destacar, que para o aluno fazer uma boa prova neste atual modelo, é fundamental a prática contínua e sistêmica da leitura de mídias variadas, pois o simples conhecimento do conteúdo do ensino médio restringe a necessidade de conexão entre temas distintos e interdisciplinares.O domínio da lingua portuguesa e a facilidade de interpretar as questões são fundamentais para o êxito no novo ENEM. Certamente, uma avaliação que prioriza a capacidade de cada indivíduo pensar, é um avanço nos métodos avaliativos, cabe a nós professores e alunos, intensificarmos esta capacidade em sala de aula."

 

Professor Hernando - Física

 

"A proposta do Enem para as Ciências da Natureza e suas Tecnologias é de uma grande interdisplinaridade entre a Física, a Química e a Biologia.
As questões são contextualizadas, interpretativas e apresentam enunciados e respostas geralmente longas, exigindo dos alunos concentração e análise.
Em particular, a Física se distancia do “modelo tradicional” dos vestibulares ao não privilegiar a memorização e aplicação simples de fórmulas.
Desta forma, a avaliação do Enem pode se tornar não só uma referência para os vestibulares, bem como servir como um novo paradigma para o trabalho docente."